quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Pág. 39 de "Maktub"

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E do único livro que já li de Paulo Coelho, vale ressaltar esta página:
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"Diz o mestre:
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Hoje seria bom fazer algo fora do comum. Podemos, por exemplo, dançar na rua enquanto caminhamos para o trabalho. Olhar nos olhos de um desconhecido e falar de amor à primeira vista. Dar ao chefe uma idéia do que pode parecer ridícula, mas em que acreditamos. Comprar um instrumento que sempre quisemos tocar, e nunca nos arriscamos.
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Os guerreiros da luz se permitem tal dia.
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Hoje podemos chorar algumas mágoas antigas que ainda estão presas na garganta. Telefonaremos para alguém com quem juramos nunca mais falar (mas de quem adoraríamos escutar um recado em nossa secretária eletrônica).
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Hoje pode ser considerado um dia fora do roteiro que escrevemos todas as manhãs. Hoje qualquer falha será admitida e perdoada. Hoje é dia de se ter alegria na vida."
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Realmente hoje foi um dia fora do comum e do roteiro: eu dormi.
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*Maktub: É um livro escrito por Paulo Coelho. A palavra quer dizer "está escrito" em árabe. (...) (Vide Wikipedia)
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Musicalité:
"(...) Mas se você quiser, eu bebo o seu vinho,
Mas se você quiser sou pedra, flor, espinho.
Eu quero te ter!
Não me venha falar de medo,
Não de me diga 'não', olhos negros, olhos negros!
Eu quero ver você!
Ser o seu maior brinquedo,
Te satisfazer, olhos negros, olhos negros! (...)"
(Pedra, Flor e Espinho - Barão Vermelho)

terça-feira, 2 de outubro de 2007

C' est très bizarre!

De repente, não mais que de repente (rs), surpreendo-me cantarolando 'Cássia Eller' em francês. É sim... aquela do CD Acústico que muitos conhecem, porém poucos sabem que foi, antes, gravada por Édith Piaf*.­­­
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O fato é que mesmo dois anos depois de ter deixado o francês - por motivos de força maior - e optado pelo espanhol como língua a concluir na faculdade, ainda fico fascinada pelo francês; e mais admirada ainda pela facilidade que tenho com ele. Muito embora, claro, eu não seja capaz de travar diálogos intermináveis (aliás, praticamente nem os termináveis se encaixam na minha competência, digamos que meu 'conhecimento' do idioma resuma-se a regras gramaticais, o que não é pouco, contudo essa parte é facilitada pela semelhança com a portuguesa). Creio que o melhor, então, seja trocar o termo 'facilidade' pelo 'entendimento'. É confuso discernir isso de você saber construir, ler e interpretar (e até traduzir) em um determinado idioma, mas não ser capaz de se usar dele tanto quanto gostaria. Ao menos entendo Édith e Cássia, e isso, bem... "Sans blague, c' est très bizarre!".­­
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*Edith Piaf: ... (Paris, 19 de dezembor de 1915 - Grasse-, 10 de outubro de 1963) foi uma cantora francesa reconhecida internacionalmente pelo seu talento no estilo francês da chanson.(...) (Vide Wikipedia)­
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♪ Musicalité:
Non, rien de rien, non, je ne regrette rien,
(Não, de jeito nenhum, não, eu não me arrependo de nada)
Ni le bien qu'on m'a fait, ni le mal, tout ça m'est bien égal.
(Nem o bem que me fizeram, nem o mal, tudo me parece igual)
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Non, rien de rien, non, je ne regrette rien,
(Não, de jeito nenhum, não, eu não me arrependo de nada)
C'est payé, balayé, oublié, je me fout du passé.
(Está pago, varrido, esquecido, eu estou farta do passado)
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Avec mes souvenirs, j'ai allumé le feu,
(Com minhas lembranças, eu alimentei o fogo)
Mes chagrins, mes plaisirs; je n'ai plus besoin d'eux.
(Minhas mágoas, meus prazeres; eu não preciso mais deles)
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Balayés mes amours, avec leurs trémolos,
(Varri meus amores, junto a seus aborrecimentos)
Balayés pour toujours, je repars à zéro...
(Varri por todo dia, eu volto ao zero)­
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Non, rien de rien, non, je ne regrette rien,
(Não, de jeito nenhum, não, eu não me arrependo de nada)
Ni le bien qu'on m'a fait, ni le mal, tout ça m'est bien égal.
(Nem o bem que me fizeram, nem o mal, tudo me parece igual)
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Non, rien de rien, non, je ne regrette rien.
(Não, de jeito nenhum, não, eu não me arrependo de nada)
Car ma vie, car mes joies,
(Pois minha vida, pois minhas alegrias)
Pour aujourd'hui,
(Por hoje)
Ça commence avec toi!
(Começa com você)
(Non, Je ne regrette rien - Michel Vaucaire/Charles Dumont)

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

*Blattaria - A Invasão

"E foi às 4h34min. que me recolhi à insignificância do meu ser:
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- Tudo bem - eu disse - vou postar isso no meu blog...
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E ela apenas colocou a mão na cabeça, daquele jeito que só ela faz quando quer rir, mas tenta (nem tentar tenta direito...) segurar por saber que eu falava sério. (Ela costuma dizer que o mais engraçado é o fato de eu falar sério. Humpf!)
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E cá estou, compartilhando mais uma experiência de Invasão Alienígena com alguém mais.
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Acontece que saí na noite de ontem, domingo, fui ao Cine FAC com o João e o Alê, onde encontramos a Fer e a Paulinha (cujo cabelo, descobrimos, é fissurado num sorvete!), vimos "The Simpsons", novidade pra eles, 3ª vez pra mim; ainda assim, muito bom. Foi da sorveteria direto pra casa, tamanho vento frio que estava, nem a ótima conversa nos fez ficar por lá muito mais tempo.
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Desde que cheguei em casa, o vento está impossível lá fora, e passa pela minha janela com uns ruídos dignos de filme de terror. Bem por isso, eu não tinha ainda associado o som de 'chii', proveniente do local logo ao lado da poltrona, onde eu me encontro agora, com o que de fato poderia ser. Contudo, o 'chiii' foi gradativamente aumentando, e com ele (porém nem um pouco gradativo!) o meu pânico.
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Pânico crescente de pensar na confirmação que viria a seguir: "Tem um monstro no meu quarto! E pior: pode ser debaixo da minha cama!"
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Claro que fui buscar apoio no quarto ao lado, saí silenciosamente do meu quarto (mesmo a porta não sendo assim tão silenciosa), deixei a luz acesa e adentrei o outro quarto, eis que vem minha decepção:
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- Mô... - e ela nem se virou na cadeira, provavelmente sabia o que estava por vir, eu só uso aquele tom de voz quando a coisa é realmente séria, e era o caso hoje, sem dúvida. Ela apenas esperou, então continuei:­
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- Mô... tem alguma coisa no meu quarto... - na esperança de que ela prontamente se oferecesse a me acompanhar e exterminar o que quer que fosse que havia tido a ousadia de invadir meus aposentos, ela apenas disse:
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- Humm... alguma coisa o quê? - achei que o descaso fosse pelo fato de estar ocupada.
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- Um monstro, oras! - disse, resignada com tal pergunta; pela seriedade em minha voz, era óbvio que se tratava de algo monstruoso.
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- Você não espera que eu me levante daqui pra ir lá no seu quarto, né?! - e ainda intensificou a tonalidade do 'lá', como se meu quarto fosse assim tão longe.
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- Claro! Você não vai fazer nada? Não pode me abandonar numa hora dessas! Eu sei o que é... - insisti.
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- Oras - e aqui ela bufou, achando graça de tudo - se você sabe o que é, então faça você alguma coisa! Você sabe o que tem que fazer...
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- Sim, puxar os móveis e ver... - ela me olhou como quem diz "Então?!", e continuei - Mas tem as cortinas, a cama, a poltrona, o criado-mudo... E se...?
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- E se o quê, Brancá?! - ela questionou.
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Aqui parei (não que anteriormente eu gesticulasse, estava estagnada desde que me dei conta do caso, nem sei como consegui sair da poltrona... porém parei) num silêncio solitário, para refletir um momento: "Ela usou o 'Brancá', isso significa que as coisas estão mesmo irredutíveis, não importa mais qual argumento eu utilize, ela não vai ceder." Até porque havia também o fato de que ela ainda não tinha se virado completamente para me olhar, provavelmente ainda ria do meu desespero. Todavia, não me dei por vencida:
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- E se ao puxar um móvel, sair por outro? - com toda a seriedade e força que eu ainda podia juntar, mas ela riu gostosamente... - Não ria, Mõnica! É sério!
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- Eu sei que você fala sério, isso é o mais engraçado... - rindo.
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- Não, não é engraçado, Mônica! Trata-se de um ser asqueroso, da Era Paleozóica, cuja raça sobreviveu a um ataque de bomba nuclear, muito embora digam que tal feito seja um mito, procuro me ater a isso pra me convencer de onde vem a força delas... - eu disse, exasperada.
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- Ah, claro... - com muito desdém na voz, obviamente - e faltou você dizer que são invertebrados e têm 'ezoesqueleto'...
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- 'Équizoesqueleto!' - não me segurei e interrompi, ameaçando uma correção da palavra 'eXoesqueleto', que, de fato, admite as duas formas de pronunciar. Claro que com essa interrupção, insensata de minha parte, mandei para o espaço qualquer possibilidade de socorro. Ela continuou:
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- Eu posso pronunciar como eu quiser, por favor?! - assenti, claro - Obrigada!
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- Tá. - e neste momento eu estava entregue ao fato de que ela não me ajudaria - Posso ao menos deixar a porta do seu quarto aberta? - e tentei esboçar um sorriso.
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- Claro... - e ela teve a crueldade de me dar um breve momento de conforto - ... que não! - disse quando eu estava de saída.
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Voltei, e agora gesticulava febrilmente:
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- Como não?!? E se vier pra cima de mim? Você sabe como essa raça é ágil e perigosa! Podem me atacar no mínimo deslize, eu teria pelo menos pra onde correr...
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Ela sequer proncunciou palavra alguma. Fui vencida, por fim, ao longo de 5 minutos que pareceram uma eternidade; pois só de pensar em voltar pro meu quarto sem reforços, pensar em ter de encarar aquilo sozinha, tremia nas pernas. Entretanto, ao me lembrar da risada debochada, entrei com nem um pingo de coragem no quarto, mas entrei; e fui logo arrastando os móveis.
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Nada! Havia absolutamente nada nos lugares onde olhei, embora o 'chii' ainda me confrontasse, tive que me render àquilo que meus olhos não viam. Enquanto isso, João me esperava pra terminarmos de conversar no msn. De volta ao quarto ao lado:
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- Então...?! - ela perguntou, vitoriosa.
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- Nada! Nem uma barata sequer... mas encontrei batata palha e um pedaço de alface, no chão perto da cama, do lanche que você comeu ontem lá no meu quarto... - conclui, com ar de afronta.
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E rimos juntas, ela da minha loucura e eu... bem... ri de pensar em vir escrever isso aqui:
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- Tudo bem - eu disse - vou postar isso no meu blog...
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Novamente ela enterrou o rosto entre as mãos e suspirou, num tom de quem me desacredita..."
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*Blattaria: ou Blattodea é uma ordem de insetos cujos representantes são popularmente conhecidos como baratas (...). (Vide Wikipedia)
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♪ Musicalité:
"... por onde andei, enquanto você me procurava?
Será que eu sei que você
é mesmo tudo aquilo que me faltava?!..."
(Por onde andei - Nando Reis)

sábado, 29 de setembro de 2007

Equalize

Faz uma semana que me pego sorrindo sozinha pelos cantos da casa. Já nem preciso mais da Mônica me olhando alerta pra eu saber que estou, novamente, com aquele sorrisinho enviesado (e besta) no rosto. Hoje a música fala por mim.
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♪ Musicalité:
"Às vezes se eu me destraio, se eu não me vigio um instante,
Me transporto pra perto de você.
Já vi que não posso ficar tão solta, me vem logo aquele cheiro
Que passa de você pra mim num fluxo perfeito.
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E enquanto você conversa e me beija,
Ao mesmo tempo eu vejo as suas cores no seu olho tão de perto,
Me balanço devagar, como quando você me embala,
O ritmo rola fácil, parece que foi ensaiado!
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E eu acho que eu gosto mesmo de você, bem do jeito que você é!
Eu vou equalizar você numa freqüência que só a gente sabe.
Eu te transformei nessa canção pra poder te gravar em mim...
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Adoro essa sua cara de sono e o timbre da sua voz,
Que fica me dizendo coisas tão malucas,
E que quase me mata de rir quando tenta me convencer
(de) Que eu só fiquei aqui porque nós dois somos iguais!
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Até parece que você já tinha o meu manual de instruções,
Porque você decifra os meus sonhos,
Porque você sabe o que eu gosto,
E porque quando você me abraça o mundo gira devagar...
E o tempo é só meu e ninguém registra a cena,
De repente vira um filme todo em câmera lenta.
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E eu acho que eu gosto mesmo de você bem do jeito que você é..."
(Equalize - Pitty)

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

10 Coisas..

Hoje, peço licença a Luis Fernando Verissimo, pois na falta de inspiração própria, tomei-lhe emprestado um texto útil (bem como todos os demais dele, rs):
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­ ­ ­ ­ ­­ ­ ­­ ­ ­ ­­­­­­­• ­ ­Dez Coisas Que Levei Anos Para Aprender:
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1) Uma pessoa que é boa com você, porém grosseira com o garçom, não pode ser uma boa pessoa. (Esta é muito importante. Preste atenção, nunca falha!)
2) As pessoas que querem compartilhar as visões religiosas delas com você quase nunca querem que você compartilhe as suas com elas.
3) Ninguém liga se você não sabe dançar. Levante e dance!
4) A força mais destrutiva do Universo é a fofoca.
5) Não confunda nunca sua carreira com sua vida.
6) Jamais, sob quaisquer circunstâncias, tome um remédio para dormir e um laxante na mesma noite.
7) Se você tivesse que identificar, em uma palavra, a razão pela qual a raça humana ainda não atingiu todo o seu potencial, seria reunião.
8) Há uma linha muito tênue entre hobby e doença mental.
9) Seus amigos de verdade amam você de qualquer jeito (!).
10) Nunca tenha medo de tentar algo novo. Lembre-se de que um amador construiu a Arca. Um grande grupo de profissionais, o Titanic."
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Mudei a disposição dos móveis do meu quarto de novo, os psicólogos não acham isso legal, dizem ser uma válvula de escape quando não conseguimos mudar algo em nossas vidas, eu acredito, porém hoje foi ao acaso mesmo, a menos que tenha sido por ordem do inconsciente; não duvido. Falei com meu pai, é revigorante quando eles dizem que nos amam. Ah choveu, e aposto como foi em homenagem a minha irmã...­
Cabeça vazia hoje (e nos outros dias também, eu sei, Bianca!). Sono demais, preocupante; mas deixo pra me preocupar depois do próximo cochilo, rs!
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♪ Musicalité:
"Tão correto e tão bonito,
O infinito é realmente um dos deuses mais lindos.
Sei que às vezes uso palavras repetidas,
Mas quais são as palavras que nunca são ditas?! (...)"
(Quase sem Querer - Zélia Duncan)

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Se eu soubesse...

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­ ­­ ­ ­ ­ ­­­ ­ ­ ­ ­­ ­ ­­ ­ ... que seria tão bom cada momento com você, teria me dado a chance de ocupar minha mente com isso desde a primeira oportunidade que você me deu.
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Quem manda ser difícil, né?! Rs. ­ ­­ ­ ­ ­ ­­­ ­ ­ ­ ­­ ­ ­­
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♪ Musicalité:
"Eu tava só sozinho...
Mais solitário que um paulistano,
Que um canastrão na hora que cai o pano.
Tava mais bobo que banda de rock,
Que um palhaço do circo Vostok!
Mas ontem eu recebi um telegrama,
Era você..."
(Telegrama - Zeca Baleiro)
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"Você não sai da minha cabeça
e minha mente voa...
Você não sai, não sai, não sai!"
(Firmamento - Cidade Negra)

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

*Veritaserum

Pois é... desde a madrugada de ontem que só o que tenho de imediato em mente é 'Harry Potter e as Insígnias da Morte'. Enfim sucumbi ao Cd com a tradução, que ganhei de aniversário do Dario - obrigada, Dá! - no entanto, eu pretendia esperar o lançamento...
Como eu estava decidida a ler (pela 2ª vez e seguidamente) todos os outros, para estar, digamos, pronta no lançamento do 7º, com tudo 'fresco' na memória, sabe?!, fui devagarinho, degustando cada palavra até o final do 6º; final este que se deu antes do esperado. Terminei na 3ª feira à tarde, e senti um mal estar ao pensar em ir dormir sem a leitura de uma história que me acompanha há 3 meses. Foram 6 anos de história em 3 meses.
A releitura (embora muitos tentem descobrir "que graça tem reler quando já se sabe o final?") é sempre mais interessante, vemos coisas que nos passaram despercebidas, até então. Você ri mais, descobre mais, e até se surpreende com o que já sabia que aconteceria, porque não deixa de ser uma leitura nova.
Por pensar assim é que desde que comecei a ler o 7º ontem, não vejo a hora que acabe pra poder reler. Estou certa de que será ainda melhor. João ontem falou algo que me despertou para um triste fato: "... e saboreie cada palavra de agora em diante, pois são as últimas." Nem bem começou a acabar e já sinto falta, rs.
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A questão é: preciso terminar, o quanto antes, a pequena dose de poção da verdade que estou fazendo (leva um mês pra ficar pronta!), quero usá-la em minha mãe: ela terá, de uma vez por todas, que me dizer onde guardou minha carta de Hogwarts e porque não me deixou ir, hehe! =P Caso ela realmente não esteja mentindo e minha carta não chegou mesmo, preciso descobrir o que houve com minha coruja no caminho e saber se ainda posso completar meus estudos em Magia. Apenas não aceito não como resposta, ainda mais agora que, aparentemente, é o fim de Lord Voldemort. N'est pas?!
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*Veritaserum: é a poção da verdade mais forte e perigosa que existe, uma vez que não tem cheiro, sabor e é transparente e bastam apenas três gotas para que todos os segredos da pessoa possam ser revelados. (...) O termo foi cunhado, provavelmente, a partir da junção de duas palavras latinas Veritas, que significa "verdade", e Serum, cujo significado seria soro ou suco. (Vide 'Wikipedia')
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Ainda sobre sábado:
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♪ Musicalité:
"Diz pra eu ficar muda, faz cara de mistério,
Tira essa bermuda que eu quero você sério.
Dramas do sucesso, mundo particular,
Solos de guitarra não vão me conquistaaar!
Hum! Eu quero você, como eu quero! (...)"
(Como eu quero - Leoni)

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Já dizia minha avó...

"O vagabundo, deitado sobre o banco, o olhar triste e parado, corpo exausto, alma cansada, pensava: 'Ah, quem me dera um palácio, banquetes sobre à mesa e sedas à porta...'.
O homem rico, deitado sobre um leito de seda, a alma inquieta, a cabeça com mil preocupações, dizia: '... quem me dera ter nascido poeta e viver para o amor, de sonhos e ilusões...'.
O poeta, debruçado à janela, o olhar no céu, começava um poema assim: 'Se eu tivesse nascido um pobre vagabundo, talvez não sofresse a dor que há dentro de mim...'."
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O texto acima, cujo autor desconheço, nos mostra esta mania medíocre de insatisfação que sentimos às vezes. Já dizia minha avó: "O gramado do vizinho sempre é mais verde." (Demorei tanto pra entender o real sentido que isto tinha, uma vez que não havia gramado nem nosso, nem dos vizinhos, né?! rs) Mais fácil do que colocar isto em prática, obviamente é falar sobre. Será?! Uma amiga minha, Mônica, provavelmente discorda do que seja difícil aqui.
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Sábado me aconteceu algo que realmente me fez pensar nisso: por que não me alegrar pelo que obtive hoje e só? Por que tenho que ressaltar o que poderia ter ganho antes, mediante aquele telefonema?! Ou ainda: por que ficar alerta com o porvir? Mô diria mais: "É o agora e não o depois, muito menos o ainda, vai em frente!"
Foi especial, como das outras vezes, inesperado, mas na hora certa. Realmente não devo mais descuidar do celular depois da meia-noite, rs.
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(14h30) P.S.: Sem nem perceber, falei de vovó e hoje ela faz anos! =]
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♪ Musicalité:
"(...) tão seu! Me sinto tão, me sinto só e sou teu!
Faço tanta coisa pensando no momento de te ver,
A minha casa sem você é triste, a espera arde sem me aquecer...
Não diga que você não volta, eu não vou conseguir dormir
À noite eu quero descansar, sair à toa por aí (...)"
(Tão Seu - Skank)

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Pelo começo, oras!

É... começar é sempre difícil (ao menos pra mim), nunca sei por onde exatamente, daí vêm os que dizem: "... pelo começo, oras!", como se fosse a coisa mais simples do mundo, e acham graça!
Digamos que se eu tomo por começo o hoje, posto apenas o que escrever de hoje em diante, o que faz sentido, claro; porém, e aquele começo, quando de fato comecei a escrever, deixo para trás simplesmente porque aqui comecei hoje? Definitivamente, não!
Cada texto redigido é um começo, e a criação disto é apenas o recomeço para tantos outros começos.­
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♪ Musicalité:
"Sempre precisei de um pouco de atenção,
acho que não sei quem sou, só sei do que não gosto..."
(O Teatro dos Vampiros - Legião Urbana)

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